Em meio à grande seca que Deus enviou sobre Israel no tempo do rei Acabe, o profeta Elias foi conduzido por ordem do Senhor a Sarepta, cidade pertencente a Sidônia, em terras fenícias, fora das fronteiras de Israel. Ali ele encontrou uma viúva pobre que recolhia lenha. Esta mulher, que não pertencia ao povo eleito, vivia em extrema miséria, preparando-se com seu filho para uma última refeição antes de morrer de fome. Quando Elias lhe pediu água e pão, ela respondeu com sinceridade que só lhe restava um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na botija.
Movida pela fé e pela obediência à palavra do profeta, a viúva atendeu ao pedido de Elias e preparou primeiro um pequeno pão para ele. Em recompensa por sua confiança, Deus operou o milagre da farinha que não se acabava e do azeite que não diminuía, sustentando-os durante todo o tempo da seca. Mais tarde, quando seu filho adoeceu gravemente e morreu, Elias o levou ao quarto superior, deitou-se sobre o menino e clamou ao Senhor por três vezes, e Deus devolveu a vida à criança. Diante disso, a viúva reconheceu que Elias era verdadeiramente homem de Deus e que a palavra do Senhor em sua boca era verdade.
O próprio Senhor Jesus recordou esta mulher no Evangelho de Lucas, ao afirmar que, embora houvesse muitas viúvas em Israel nos dias de Elias, o profeta foi enviado apenas a esta estrangeira de Sarepta. Cristo a apresenta como sinal de que a salvação de Deus transborda as fronteiras de Israel e alcança os gentios que acolhem a fé, prenunciando a universalidade da redenção. A viúva torna-se assim figura da Igreja das nações, que acolhe o profeta e recebe o pão que não se acaba.