Os vinte e quatro anciãos pertencem à grandiosa visão celeste do Apocalipse, em que o apóstolo João contempla o trono de Deus. Sentados em vinte e quatro tronos ao redor do trono divino, trajam vestes brancas, sinal da pureza e da vitória dos santos, e ostentam coroas de ouro, símbolo da realeza e da recompensa concedida por Deus aos que perseveraram. Diante do Cordeiro, prostram-se em adoração, lançam suas coroas diante do trono e entoam cânticos de louvor, acompanhando a liturgia eterna do céu com harpas e taças de incenso, que são as orações dos santos.
A Tradição da Igreja interpreta o número de vinte e quatro como a soma das doze tribos de Israel e dos doze Apóstolos do Cordeiro: assim, os anciãos representam todo o Povo de Deus, da Antiga e da Nova Aliança, reunido na única Igreja do céu. Eles são imagem da Igreja triunfante, que rende a Deus o culto perfeito e intercede pelos que ainda peregrinam na terra. Sua adoração ininterrupta diante do trono é o modelo da liturgia da Igreja militante, que na santa Missa une sua voz à dos anjos e dos santos para proclamar a glória do Cordeiro imolado e ressuscitado.