São Tiago, chamado "o Menor" para distingui-lo do filho de Zebedeu, é apresentado no Novo Testamento como filho de Alfeu e como "irmão do Senhor", isto é, parente próximo de Jesus segundo o modo semita de designar a família. A Tradição católica, fiel à fé na perpétua virgindade de Maria, entende esse "irmão" como parentesco e não como filiação da Virgem. Depois da Ressurreição, o próprio Cristo apareceu a Tiago, e ele se tornou uma das colunas da Igreja primitiva.
Tiago foi reconhecido como primeiro bispo de Jerusalém e cabeça daquela comunidade-mãe. No chamado Concílio de Jerusalém, narrado nos Atos dos Apóstolos, depois de Pedro falar, foi Tiago quem formulou a decisão que não impunha aos pagãos convertidos o peso integral da Lei mosaica, abrindo caminho à universalidade da Igreja. É tido como autor da Epístola de Tiago, na qual ensina, em harmonia com Paulo, que "a fé sem obras é morta" — não negando a justificação pela fé, mas mostrando que a fé verdadeira se prova e se completa na caridade e nas boas obras. A Tradição relata que morreu mártir em Jerusalém, e a Igreja o venera entre os Apóstolos, dele guardando o testemunho de uma fé viva e operante, configurada ao próprio Cristo.