A sunamita era uma mulher rica e generosa que habitava na cidade de Suném, no tempo em que o profeta Eliseu percorria a terra de Israel. Reconhecendo que Eliseu era um santo homem de Deus que passava com frequência por sua casa, ela combinou com o marido a construção de um pequeno quarto no terraço, mobiliado com cama, mesa, cadeira e candeeiro, para que o profeta tivesse onde repousar. Esse gesto de hospitalidade desinteressada revela um coração atento às coisas de Deus e cuidadoso com seus servos.
Em agradecimento, Eliseu, por meio de seu servo Geazi, anunciou que aquela mulher, que não tinha filhos e cujo marido já era idoso, daria à luz um filho no ano seguinte, e assim aconteceu. Anos depois, porém, o menino adoeceu subitamente e morreu nos braços da mãe. Com fé inabalável, a sunamita não se entregou ao desespero: deitou o filho no leito do profeta e correu ao monte Carmelo em busca de Eliseu. O profeta veio, orou ao Senhor, deitou-se sobre a criança, e Deus a devolveu viva à mãe. A Tradição vê neste episódio um anúncio do poder de Deus sobre a morte, que se cumpriria plenamente na ressurreição de Cristo, vencedor definitivo do túmulo.