Simão, sobrenome Tassi, foi o último dos cinco filhos do sacerdote Matatias, que iniciou a revolta dos Macabeus contra a tirania do rei selêucida Antíoco IV Epifânio, no século II a.C. Junto com seus irmãos, especialmente Judas e Jônatas, Simão lutou para defender a fé de Israel, o Templo e a Lei contra a imposição da cultura pagã helenista. Homem prudente e estimado pelo povo, seu pai o havia indicado como conselheiro por sua sabedoria.
Após a morte de seus irmãos, Simão assumiu a liderança e levou a luta à sua consumação: conquistou a tão desejada independência de Israel, expulsou a guarnição síria da cidadela de Jerusalém e libertou o povo do tributo aos gentios. Por isso foi aclamado pelos judeus como chefe e sumo sacerdote para sempre, até que surgisse um profeta fiel, estabelecendo a dinastia asmoneia e um tempo de paz e prosperidade em que cada um podia sentar-se à sombra de sua vinha e figueira.
A história de Simão e dos Macabeus pertence ao período que prepara a vinda de Cristo, mantendo viva no povo a fé no Deus único, a esperança na ressurreição dos mártires e a expectativa do Messias. Ainda que sua obra fosse política e religiosa, ela guardou a identidade do povo eleito do qual nasceria o Salvador. Simão morreu traído num banquete por seu próprio genro, terminando, como tantos justos, vítima da traição, mas deixando a Israel um tempo de liberdade conquistada pela fé e pela coragem.
