Silas, chamado Silvano nas cartas de São Paulo, era um membro respeitado da comunidade cristã de Jerusalém, contado entre os profetas e homens de confiança da Igreja primitiva. Após o Concílio de Jerusalém, foi escolhido, junto com Judas Barsabás, para levar à comunidade de Antioquia a carta apostólica que confirmava a liberdade dos cristãos vindos do paganismo, exortando e fortalecendo os irmãos com suas palavras inspiradas.
Quando Paulo e Barnabé se separaram, o Apóstolo escolheu Silas como companheiro de sua segunda viagem missionária, percorrendo a Síria, a Cilícia e as cidades da Ásia Menor, até passar à Macedônia. Em Filipes, depois de libertarem uma jovem possuída, ambos foram açoitados e lançados na prisão; ali, no meio da noite, rezavam e cantavam louvores a Deus, quando um terremoto abriu as portas do cárcere e os libertou, levando o carcereiro e sua família à fé e ao Batismo. Silas continuou a evangelização em Tessalônica, Beréia e Corinto, e seu nome figura como cofundador de comunidades nas saudações das cartas paulinas. Companheiro fiel e corajoso, Silas é exemplo do colaborador apostólico que sustenta a missão com fé inabalável e alegria mesmo na provação.