A Samaritana é a mulher de Sicar, cidade da Samaria, que encontrou Jesus junto ao poço de Jacó por volta do meio-dia, quando viera tirar água. O Senhor, cansado da viagem, pediu-lhe de beber, rompendo as barreiras que separavam judeus e samaritanos e a desconfiança em relação às mulheres. Daquele pedido simples nasceu um dos mais belos diálogos do Evangelho: Jesus lhe revelou a existência de uma "água viva", que sacia para sempre e se torna fonte que jorra para a vida eterna, conduzindo-a com paciência e verdade do plano material ao espiritual.
Conhecendo-lhe a vida e os cinco maridos, Jesus despertou nela a sede da verdade e ensinou que chegara a hora de adorar o Pai "em espírito e verdade". Quando ela mencionou a esperança do Messias, o Senhor declarou abertamente: "Sou eu, que falo contigo", uma das mais explícitas autorrevelações messiânicas dos Evangelhos. Transformada por esse encontro, a mulher deixou seu cântaro e correu à cidade, anunciando: "Vinde ver um homem que me disse tudo o que fiz; não será ele o Cristo?" Por seu testemunho, muitos samaritanos creram em Jesus. A Samaritana tornou-se, assim, figura da alma sedenta que encontra em Cristo a fonte da vida e modelo do discípulo missionário que, tendo encontrado o Senhor, não pode calar.