Os quatro Viventes aparecem na visão celeste do Apocalipse, ao redor do trono de Deus, e têm raízes nas visões dos profetas Ezequiel e Isaías. São quatro seres semelhantes a um leão, a um touro, a um homem e a uma águia voando, cheios de olhos por diante e por detrás e dotados de seis asas. Dia e noite não cessam de cantar o hino de adoração: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir.
Esses seres representam o louvor incessante de toda a criação diante do Criador e a perfeição da adoração celeste. Os olhos que os cobrem significam a vigilância e o conhecimento, e as asas, a prontidão para servir a Deus. Com os vinte e quatro anciãos, prostram-se diante do Cordeiro, proclamando-o digno de receber o louvor e a glória.
A Tradição cristã, desde os Padres como Santo Ireneu e São Jerônimo, associou os quatro Viventes aos quatro evangelistas: o homem a Mateus, que começa pela genealogia humana de Cristo; o leão a Marcos, que abre com a voz que clama no deserto; o touro a Lucas, que principia com o sacrifício no templo; e a águia a João, que se eleva à contemplação do Verbo eterno. Assim, esses seres celestes anunciam que o Evangelho de Cristo ressoa por toda a criação e une o louvor da terra ao da liturgia do céu.