Os quatro cavaleiros surgem no Apocalipse quando o Cordeiro abre os quatro primeiros dos sete selos (Apocalipse 6,1-8). A cada selo aberto, uma das quatro criaturas vivas convida o vidente a olhar, e avança um cavaleiro: o primeiro monta um cavalo branco, leva um arco e recebe uma coroa, saindo vitorioso para vencer, figura da conquista ou, segundo alguns Padres, da própria expansão vitoriosa do Evangelho; o segundo, em cavalo vermelho como fogo, recebe poder de tirar a paz da terra e uma grande espada, símbolo da guerra e das matanças entre os homens; o terceiro, em cavalo negro, traz uma balança e anuncia a carestia, imagem da fome e da injustiça que encarece o pão; o quarto, num cavalo amarelado e pálido, chama-se Morte, e o Hades o segue, recebendo poder sobre a quarta parte da terra para matar pela espada, pela fome, pela peste e pelas feras.
A Tradição católica lê esses cavaleiros como flagelos que atravessam toda a história humana, permitidos por Deus sob o senhorio soberano do Cordeiro, que é quem abre os selos: nada acontece fora de sua providência. Não são forças autônomas do mal, mas advertências que chamam à conversão e revelam a fragilidade de um mundo marcado pelo pecado. Eles preparam o julgamento e fazem ressoar o clamor dos mártires sob o altar, apontando para a vitória final de Cristo, que enxugará toda lágrima e fará novas todas as coisas.