Putifar aparece no livro do Gênesis como egípcio, eunuco do faraó e chefe da guarda real, a quem os mercadores ismaelitas (ou madianitas) venderam José, o filho de Jacó, descido ao Egito por ciúme dos irmãos. A Escritura registra que Putifar percebeu que o Senhor estava com José e fazia prosperar tudo o que ele empreendia, de modo que o constituiu mordomo de sua casa e lhe confiou todos os seus bens, sem se preocupar com nada, a não ser com o pão que comia.
O drama de Putifar consuma-se quando sua esposa, rejeitada por José que se recusou a pecar contra Deus e a trair a confiança de seu senhor, o acusa falsamente de tentar desonrá-la. Crendo na mentira da mulher, Putifar enfurece-se e lança José no cárcere. Embora seu nome desapareça da narrativa a seguir, sua decisão injusta torna-se, na Providência, o caminho pelo qual José chega à corte e, mais tarde, ao governo do Egito. Assim, a casa de Putifar é o cenário onde a castidade e a fidelidade de José, prefigurando o Justo perseguido, resplandecem em meio à calúnia.
