Simão, filho de João, era um pescador da Galileia, natural de Betsaida e morador de Cafarnaum, quando Jesus o chamou às margens do lago para fazê-lo 'pescador de homens'. O Senhor lhe deu o nome novo de Cefas, que significa Pedra, e sobre essa rocha edificou a sua Igreja. De temperamento impulsivo e generoso, Pedro destaca-se entre os Doze pela confissão de fé em Cesareia de Filipe: 'Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo', à qual Jesus responde entregando-lhe as chaves do Reino dos céus e o poder de ligar e desligar.
Sua trajetória conhece a fragilidade humana e a grandeza da misericórdia. Pedro caminhou sobre as águas e duvidou; prometeu fidelidade e, na noite da Paixão, negou três vezes o Mestre; mas, encontrando o olhar de Jesus, chorou amargamente seu pecado. Após a Ressurreição, junto ao mar de Tiberíades, foi reabilitado por uma tríplice profissão de amor, e o Senhor lhe confiou o pastoreio de todo o rebanho: 'Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas.' Assim recebeu o múnus de confirmar os irmãos na fé.
No dia de Pentecostes, cheio do Espírito Santo, Pedro tomou a palavra diante da multidão e anunciou Cristo crucificado e ressuscitado, levando milhares à conversão e ao batismo. Tornou-se a cabeça visível da primeira comunidade cristã, abriu as portas da Igreja aos pagãos com o batismo do centurião Cornélio e presidiu o discernimento dos Apóstolos. Suas Epístolas confirmam os fiéis na esperança em meio à provação. A Tradição atesta que terminou seus dias em Roma, onde foi crucificado sob Nero, pedindo, por humildade, ser pregado de cabeça para baixo. A Igreja Católica reconhece nele o primeiro Papa e vê nos Bispos de Roma seus sucessores, garantia perene da unidade e da fé apostólica.
