Ozias, filho de Micas, da tribo de Simeão, era um dos principais responsáveis pela cidade de Betúlia no tempo em que o exército assírio de Holofernes cercava Israel, cortando-lhe as fontes de água para forçar a rendição pela sede. Como ancião e chefe do povo, sobre ele recaía o peso de governar uma população desesperada, sufocada pela falta de água e tentada a entregar-se ao inimigo para não perecer.
Diante do clamor do povo, Ozias hesitou: prometeu render a cidade caso, em cinco dias, o Senhor não viesse em socorro, impondo assim um prazo a Deus. Foi então repreendido pela viúva Judite, mulher de grande fé e prudência, que lhe mostrou ser presunção querer tentar o Senhor e fixar-Lhe um prazo, pois Deus não é homem para ser pressionado, mas deve ser esperado com confiança e humildade. Reconhecendo a sabedoria daquela mulher, Ozias acolheu suas palavras, deixou-a agir e, com os demais anciãos, abençoou-a quando ela partiu para o acampamento inimigo. Sua humildade em ouvir a correção tornou-o instrumento da vitória que Deus operaria pela mão de Judite.
