Nicanor foi um general do exército selêucida, a serviço dos reis helenistas que perseguiam a fé judaica no tempo dos Macabeus. Enviado para esmagar a resistência liderada por Judas Macabeu, Nicanor encheu-se de soberba e blasfemou contra o Templo de Jerusalém, ameaçando arrasá-lo e erguer no lugar um monumento a Dioniso, caso não lhe entregassem Judas. Estendeu a mão contra o santuário com palavras de orgulho e desprezo ao Deus de Israel.
Diante da ameaça, Judas e seus homens recorreram à oração, e o próprio Judas teve um sonho consolador em que via o falecido sumo sacerdote Onias e o profeta Jeremias intercedendo pelo povo. Na batalha que se seguiu, o exército de Nicanor foi derrotado e ele mesmo morto. Sua cabeça e o braço soberbo que erguera contra o Templo foram cortados e expostos em Jerusalém. O dia de sua queda, o décimo terceiro do mês de Adar, foi instituído como festa, o chamado Dia de Nicanor, em ação de graças pela libertação. Sua história ensina como Deus humilha os soberbos que ousam profanar o que lhe é consagrado.