Naamã era o comandante do exército do rei da Síria (Aram), homem valoroso e estimado, porém atingido pela lepra (2Rs 5,1). A Escritura observa que fora por meio dele que o Senhor concedera vitória aos sírios, indicando que mesmo um pagão poderoso estava sob a providência do Deus de Israel. Foi uma jovem israelita, cativa de guerra e serva de sua esposa, quem lhe falou do profeta de Samaria capaz de curá-lo, mostrando como Deus se serve dos pequenos e humildes para anunciar a salvação.
Chegando à terra de Israel com pompa e presentes, Naamã foi instruído por Eliseu a banhar-se sete vezes no Jordão. Ofendido pela simplicidade do mandato, quase desistiu, mas, persuadido por seus servos, obedeceu e teve a carne restaurada como a de uma criança (2Rs 5,14). Reconhecendo então que não há outro Deus em toda a terra senão o de Israel, recusou-se a continuar adorando ídolos e pediu até terra de Israel para sobre ela render culto ao Senhor verdadeiro. O próprio Jesus recordaria Naamã como exemplo de que a misericórdia de Deus alcança também os de fora de Israel, quando muitos leprosos da casa de Israel não foram curados (Lc 4,27), prefigurando a salvação oferecida a todos os povos.
