A Mulher vestida de sol é a grandiosa figura que aparece como sinal no céu no livro do Apocalipse: revestida do sol, com a lua sob os pés e coroada de doze estrelas. Ela está em dores de parto e dá à luz um Filho varão destinado a reger as nações com cetro de ferro, enquanto um Dragão se posta diante dela para devorar a criança que vai nascer.
A Tradição católica contempla nessa Mulher um sentido rico e múltiplo. Em primeiro lugar, ela é figura do Povo de Deus e da Igreja, que, em meio às perseguições, gera Cristo nos corações dos fiéis e é protegida por Deus no deserto deste mundo. As doze estrelas evocam as doze tribos de Israel e os doze Apóstolos, raízes do antigo e do novo Povo de Deus.
De modo eminente e singular, a Igreja vê nela a Virgem Maria, Mãe do Messias, a Nova Eva cujo Filho, Jesus Cristo, é arrebatado para junto de Deus e de seu trono. Em Maria, a inimizade entre a Mulher e a serpente, anunciada já no Gênesis, alcança sua plenitude: ela é a Mãe associada à vitória do Cordeiro sobre o Dragão. Assim, a Mulher vestida de sol resplandece como sinal de esperança, imagem da Igreja peregrina e perseguida e, sobretudo, ícone glorioso de Maria Santíssima, Mãe de Deus e Mãe dos que guardam os mandamentos e dão testemunho de Jesus.