quinta-feira, 6 de agosto·Tempo Comum·cor litúrgica: Verde
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Mardoqueu

Mardoqueu

Judeu da corte persa

Ester 4,14

Em Mardoqueu se revela a fidelidade que não se dobra diante dos poderosos e a coragem que desperta os fracos para a salvação de todos.

Mardoqueu é um judeu da diáspora, descendente de Benjamim, que vive em Susa, capital do Império Persa, no tempo do rei Assuero (Xerxes). De família levada ao exílio da Babilônia, ele criou como filha sua prima órfã Edissa, chamada Ester, cuidando dela com ternura paterna quando esta foi conduzida ao palácio e escolhida rainha. Homem fiel e prudente, Mardoqueu permanecia junto às portas do palácio, e ali descobriu uma conspiração de dois eunucos contra a vida do rei, denúncia que foi registrada nos anais reais mas, por ora, deixada sem recompensa (Est 2,21-23). Na versão grega do livro, recebe ainda um sonho profético que anuncia o conflito e a salvação de seu povo.

O drama central de Mardoqueu nasce de sua recusa em prostrar-se diante de Amã, o poderoso ministro do rei, fidelidade que muitos leram como zelo por adorar somente a Deus. Essa firmeza desencadeia o ódio genocida de Amã contra todos os judeus do império. Diante da ameaça, é Mardoqueu quem desperta a coragem de Ester com as célebres palavras de que talvez ela tenha chegado à realeza precisamente para uma hora como aquela (Est 4,14). Ao final, Deus reverte a sorte: Amã é enforcado na forca que havia preparado, e Mardoqueu é exaltado, vestido com as honras reais e elevado ao segundo posto do reino. A festa de Purim perpetua a memória dessa libertação. Na história da salvação, Mardoqueu testemunha a Providência que vela escondidamente sobre seu povo e prepara, de longe, a libertação definitiva trazida por Cristo.

A vida de Mardoqueu na linha do tempo

  1. Ester, a Rainha que Salvou seu Povoc. 480-470 a.C.

Biografias elaboradas com base na Sagrada Escritura e na Tradição católica. Imagem de domínio público (Wikimedia Commons).