Manoá foi um homem da tribo de Dã, morador da cidade de Sorá, no tempo em que Israel estava sob o domínio dos filisteus, durante o período dos Juízes. Sua esposa era estéril e sem filhos, até que o Anjo do Senhor lhe apareceu, anunciando que ela conceberia e daria à luz um filho que deveria ser consagrado a Deus como nazireu desde o ventre materno; por isso nenhuma navalha tocaria sua cabeça, e ela mesma deveria abster-se de vinho e de tudo o que fosse impuro. Esse filho seria Sansão, escolhido para começar a libertar Israel das mãos dos filisteus.
Homem piedoso, Manoá pediu ao Senhor que o mensageiro voltasse para os instruir sobre como criar o menino, e Deus atendeu sua oração. Quando ofereceram um sacrifício sobre a rocha, sucedeu o prodígio: enquanto a chama subia do altar para o céu, o Anjo do Senhor subiu na própria chama, diante dos olhos atônitos de Manoá e de sua esposa, que se prostraram em terra. Temendo morrer por terem visto Deus, foram consolados pela serenidade da mulher, que reconheceu na promessa cumprida o sinal do favor divino. Manoá representa o fiel humilde e orante que acolhe a vontade de Deus e a Ele se entrega, e o anúncio do nascimento de Sansão a uma mulher estéril prefigura os grandes nascimentos suscitados por Deus, até o anúncio supremo da vinda do Salvador.
