Manassés foi o filho primogênito de José e de Asenat, sua esposa egípcia, nascido no Egito durante os anos de abundância. Seu nome, que evoca o "fazer esquecer", exprimia a gratidão de José, a quem Deus permitira esquecer todo o seu sofrimento e a casa de seu pai. Quando o velho Jacó, já à beira da morte, abençoou os dois netos, José os apresentou de modo que o primogênito Manassés recebesse a mão direita; mas o patriarca cruzou intencionalmente as mãos, pondo a direita sobre Efraim, o mais novo, e a esquerda sobre Manassés.
Assim, Manassés recebeu a bênção menor, ainda que rica em promessas, tornando-se cabeça de uma das tribos de Israel que herdaria amplo território a leste e a oeste do Jordão. Sua história, ao lado da de Efraim, repete o padrão recorrente das Escrituras em que Deus escolhe livremente e inverte a ordem dos homens, dando primazia ao mais novo, como fizera com Isaac sobre Ismael e com Jacó sobre Esaú. Nessa escolha gratuita já se anuncia o mistério da graça divina, que não se prende a méritos humanos e que culminará em Cristo, no qual todas as tribos e nações são chamadas à bênção prometida a Abraão.