Malaquias, cujo nome significa "meu mensageiro", é tradicionalmente tido como o último dos profetas de Israel, atuando no período após o retorno do exílio, quando o Templo já havia sido reconstruído mas a vida religiosa do povo enfraquecia: sacerdócio negligente, sacrifícios indignos, infidelidades conjugais e tibieza espiritual. Contra isso, o profeta proclama o amor de Deus por seu povo e exige um culto sincero e puro.
De modo singular, Malaquias anuncia uma oblação universal e pura: "desde o nascer do sol até o ocaso, em todo lugar se oferece ao meu nome um sacrifício e uma oblação pura" — palavras que a Tradição católica lê como profecia do sacrifício eucarístico, oferecido em toda a terra. Anuncia também a vinda do mensageiro que prepara o caminho do Senhor, identificado por Cristo com João Batista, e o retorno do espírito de Elias; e proclama o "sol da justiça" que nascerá trazendo a salvação. Encerrando o Antigo Testamento, Malaquias volta os olhos do povo para a vinda do Messias, sendo como uma ponte entre a Antiga e a Nova Aliança.
