Os Magos do Oriente eram sábios pagãos, estudiosos dos astros, vindos de terras a oriente da Judeia, provavelmente da Pérsia ou da Babilônia. O Evangelho de Mateus não diz quantos eram nem que fossem reis; a tradição posterior, contemplando os três dons oferecidos, falou em três e lhes atribuiu os nomes de Gaspar, Melquior e Baltasar. Guiados por uma estrela que surgira no céu, puseram-se a caminho à procura do 'rei dos judeus que acaba de nascer', chegando a Jerusalém e perturbando o rei Herodes.
Após saberem dos sumos sacerdotes que o Messias devia nascer em Belém, conforme a profecia de Miqueias, seguiram a estrela até encontrar o Menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no e abriram seus tesouros, oferecendo ouro, incenso e mirra. A tradição vê nesses presentes um sentido profundo: o ouro reconhece a realeza de Cristo, o incenso confessa sua divindade, e a mirra anuncia sua sepultura e Paixão. Avisados em sonho, não voltaram a Herodes, mas regressaram por outro caminho.
Na fé da Igreja, os Magos são as primícias dos povos pagãos chamados à salvação: neles, as nações que não pertenciam a Israel vêm adorar o Salvador, manifestando que Cristo é a luz que ilumina todos os povos. Por isso sua visita é celebrada na solenidade da Epifania, a manifestação do Senhor às nações.