No segundo livro dos Macabeus narra-se o martírio de uma mãe e seus sete filhos durante a perseguição do rei Antíoco IV Epífanes, que tentava forçar os judeus a violar a Lei de Deus comendo carne de porco. Diante do rei, um a um os filhos confessam a fé e são torturados e mortos com requintes de crueldade, recusando trair a Aliança. A mãe, presente a tudo, é descrita como digna de admiração e merecedora de gloriosa memória, pois "viu morrer seus sete filhos num só dia, e suportou-o com coragem por causa da esperança que punha no Senhor" (2Mac 7,20).
Falando na língua materna, ela anima cada filho a entregar a vida, proclamando uma das mais luminosas confissões do Antigo Testamento sobre a fé na ressurreição e na criação do nada: "Olha o céu e a terra... e reconhece que Deus os fez de coisas que não existiam" (2Mac 7,28), e que o Criador devolverá a vida e o sopro àqueles que se entregam por suas leis. Por fim, ela mesma é imolada após os filhos. A Tradição cristã venera essa mãe como prefiguração da fé pascal e a aproxima da Virgem Maria ao pé da Cruz, mãe que oferece o filho amado. Sua figura é celebrada entre os santos mártires anteriores a Cristo.