Lázaro era irmão de Marta e de Maria e habitava com elas na aldeia de Betânia, próxima de Jerusalém. O Evangelho de João o apresenta como amigo querido de Jesus, em cuja casa o Senhor encontrava acolhida e descanso. Quando Lázaro adoeceu gravemente, suas irmãs mandaram avisar a Jesus com as palavras: Senhor, aquele que tu amas está enfermo, revelando o laço de afeto que unia o Mestre a essa família.
Jesus, porém, demorou-se propositadamente, e Lázaro morreu, sendo sepultado num túmulo fechado por uma pedra. Quatro dias depois, ao chegar a Betânia, o Senhor chorou diante do sepulcro, manifestando sua plena humanidade, e em seguida, depois de proclamar Eu sou a ressurreição e a vida, ordenou em alta voz: Lázaro, vem para fora. O morto saiu, ainda atado com as faixas mortuárias, restituído à vida diante de muitas testemunhas.
A ressurreição de Lázaro é o maior dos sinais narrados por São João e o ponto culminante que precipita a decisão dos chefes do povo de dar a morte a Jesus. Ela revela o poder do Verbo Encarnado sobre a morte e antecipa, como sinal profético, a própria Ressurreição de Cristo e a ressurreição final dos que nele creem. A Tradição venera Lázaro como amigo do Senhor e testemunha viva de que aquele que crê em Jesus, ainda que morra, viverá.
