Judas Macabeu foi o terceiro filho do sacerdote Matatias, da casa dos Asmoneus, e viveu no século II antes de Cristo, em tempo de grande perseguição. Quando o rei selêucida Antíoco IV Epifânio quis impor o paganismo ao povo de Israel, profanando o Templo de Jerusalém e proibindo a observância da Lei, Matatias deu início à resistência. Ao morrer, confiou a chefia militar a Judas, a quem deu o sobrenome Macabeu, que significa 'martelo', pela força com que combateria os inimigos de Deus. Judas reuniu os fiéis e travou uma guerra de libertação, não por ambição, mas pelo zelo da aliança e do culto verdadeiro.
Guerreiro corajoso e profundamente religioso, Judas venceu sucessivas batalhas contra exércitos muito mais numerosos, confiando sempre no auxílio do Céu antes que na força das armas. Seu feito mais célebre foi a reconquista de Jerusalém e a purificação do Templo, que havia sido profanado. Ele restaurou o altar, consagrou novamente o santuário e instituiu a festa anual da Dedicação, conhecida como Hanucá, celebrada com alegria por oito dias. Mais tarde, derrotou o general Nicanor, que ameaçara o Templo, e essa vitória também foi memorizada como dia de festa pelo povo.
Entre seus atos de piedade, destaca-se aquele que a Tradição da Igreja sempre recordou: depois de uma batalha, ao encontrar objetos idolátricos junto aos soldados mortos, Judas mandou rezar e ordenou que se oferecesse um sacrifício pelos defuntos, para que fossem libertados de seus pecados. O Segundo Livro dos Macabeus comenta que 'é santo e salutar pensamento orar pelos mortos, para que sejam livres de seus pecados'. Este testemunho fundamenta o ensinamento católico sobre o Purgatório e a oração pelos falecidos. Judas tombou em combate na batalha de Eleasa, lutando até o fim pela fé e pela liberdade de seu povo.
