Josias subiu ao trono de Judá com apenas oito anos de idade, por volta do ano 640 a.C., após o assassinato de seu pai, o rei Amon. Era descendente de David e neto de Manassés, um dos reis mais ímpios da história de Judá. Num tempo em que o povo se afundara na idolatria e nos cultos pagãos introduzidos por seus antecessores, Josias destacou-se desde a juventude por buscar o Deus de seu pai David, andando inteiramente nos seus caminhos sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda.
O acontecimento central de seu reinado foi a redescoberta do Livro da Lei no Templo, durante as obras de restauração que ele próprio ordenara. Ao ouvir as palavras da Lei, Josias rasgou suas vestes em sinal de penitência e arrependimento, pois compreendeu o quanto o povo se afastara da aliança. Movido por temor e amor a Deus, promoveu a mais profunda reforma religiosa da história de Judá: destruiu os altares idólatras e os lugares altos, purificou o Templo, aboliu os cultos a Baal e a Astarté, e celebrou uma Páscoa solene como não havia sido celebrada desde os dias dos Juízes. Diante de todo o povo reunido, renovou a aliança com o Senhor, comprometendo-se a guardar seus mandamentos de todo o coração e de toda a alma.
Apesar de sua fidelidade, Josias encontrou um fim trágico: ao tentar barrar a passagem do faraó Necao do Egito, que marchava em direção ao Eufrates, foi mortalmente ferido na planície de Meguido. Sua morte foi pranteada por todo o povo, e o profeta Jeremias compôs lamentações em sua honra. A Escritura testemunha que não houve antes dele rei que se voltasse para o Senhor com tamanha integridade. Sua reforma e sua busca sincera pela verdadeira adoração prefiguram a purificação que Cristo realizaria no Templo e a Nova Aliança que Ele selaria em seu sangue, anunciada justamente nos dias daquele profeta que o chorou.
