Joaquim (também chamado Joiaquim), filho do piedoso rei Josias, reinou em Judá por volta do fim do século VII a.C., em tempos sombrios para a nação. Foi entronizado pelo faraó Necao do Egito, mas logo Judá caiu sob a sombra crescente do império babilônico. A Escritura o descreve como rei que "fez o mal aos olhos do Senhor" (2Rs 23,37), oprimindo o povo, derramando sangue inocente e rejeitando obstinadamente a palavra do profeta Jeremias, a ponto de queimar com desprezo o rolo que continha os oráculos divinos (Jr 36).
No seu tempo, Nabucodonosor de Babilônia subiu contra Jerusalém, e teve início o primeiro cerco e a primeira deportação, com a retirada de parte dos vasos sagrados do Templo do Senhor (Dn 1,1-2). A figura de Joaquim mostra como a infidelidade dos pastores precipita a ruína do povo; seu reinado é um dos elos da longa cadeia de pecados que conduz Judá ao exílio na Babilônia, castigo anunciado pelos profetas e, ao mesmo tempo, caminho de purificação por meio do qual Deus prepararia um resto fiel e a esperança do Messias.