São João, filho de Zebedeu e irmão de Tiago Maior, era pescador no mar da Galileia quando Jesus o chamou para segui-lo. Pertenceu ao círculo mais íntimo dos Apóstolos, presente na Transfiguração, na ressurreição da filha de Jairo e na agonia do Getsêmani. É tradicionalmente identificado como 'o discípulo a quem Jesus amava', aquele que reclinou a cabeça sobre o peito do Senhor na Última Ceia, permaneceu fiel ao pé da cruz e recebeu de Cristo o encargo de acolher Maria como mãe (Jo 19,26-27). Foi também o primeiro a chegar ao sepulcro vazio e a crer na manhã da Ressurreição.
Após Pentecostes, João aparece ao lado de Pedro nos primeiros passos da Igreja: juntos curam o paralítico à porta do Templo, são presos e dão testemunho diante do Sinédrio, e são enviados a confirmar na fé os samaritanos recém-evangelizados (Atos 8,14-17). Pilar da primeira comunidade cristã de Jerusalém, tornou-se testemunha incansável do Ressuscitado, unindo à coragem do anúncio a profundidade da contemplação.
A Tradição atribui-lhe o quarto Evangelho, que penetra de modo sublime o mistério do Verbo encarnado, três cartas que insistem no mandamento do amor fraterno, e o Apocalipse, escrito durante seu exílio na ilha de Patmos. Tido como o último dos Apóstolos a morrer, já em idade avançada, faleceu em Éfeso por volta do fim do primeiro século. São João é venerado como a 'águia' dos evangelistas, por elevar o olhar dos fiéis à eternidade do Filho de Deus.
