Jeú foi um comandante do exército de Israel no século IX antes de Cristo, ungido rei por ordem do profeta Eliseu, que enviou um dos filhos dos profetas para derramar o óleo sobre a sua cabeça e proclamá-lo soberano. A missão que recebeu de Deus era severa: executar o juízo divino sobre a casa de Acab e Jezabel, pondo fim à dinastia que arrastara Israel à idolatria e derramara o sangue dos profetas do Senhor.
Com zelo impetuoso, Jeú cumpriu a sentença. Matou o rei Jorão de Israel e Acazias de Judá, mandou lançar Jezabel da janela, e exterminou toda a descendência de Acab. Com astúcia, reuniu todos os adoradores de Baal sob o pretexto de um grande sacrifício e os feriu, destruindo o templo e a imagem do falso deus, de modo que extirpou o culto de Baal de Israel. Por essa fidelidade, Deus lhe prometeu que seus filhos se sentariam no trono de Israel até a quarta geração.
Apesar do seu zelo contra Baal, Jeú não se desviou inteiramente dos pecados de Jeroboão: conservou os bezerros de ouro de Betel e de Dã, não andando com todo o coração na Lei do Senhor. Sua figura ilustra a ambiguidade de um instrumento que Deus usa para purificar o povo, mas que não chega à conversão plena, recordando que não basta combater a idolatria alheia se o coração permanece dividido.
