Jeconias, também chamado Joaquin ou Conias, foi rei de Judá, filho do rei Joaquim e neto de Josias, descendente da casa de Davi. Subiu ao trono com dezoito anos, em hora sombria para Jerusalém, e reinou apenas três meses. Em 597 a.C., Nabucodonosor, rei de Babilônia, sitiou a cidade; Jeconias rendeu-se e foi levado cativo para a Babilônia, junto com sua mãe, seus servos, os príncipes e os tesouros do Templo e da casa real, abrindo a primeira grande deportação de Judá.
O profeta Jeremias pronunciou contra ele uma palavra severa, declarando que nenhum de sua descendência se assentaria no trono de Davi para reinar em Judá. Após longos anos de prisão, Jeconias foi libertado do cárcere pelo rei Evil-Merodac, que o tratou com benignidade, sinal discreto de esperança no meio do exílio. Mateus o inscreve na genealogia de Jesus, situando-o exatamente no ponto da deportação para a Babilônia; assim, mesmo sob o peso de uma sentença de juízo, a linhagem messiânica é conduzida pela fidelidade de Deus até Cristo, que reinaria não segundo a carne, mas como verdadeiro Filho de Davi e Salvador.
