Herodes Agripa I, neto de Herodes, o Grande, foi rei da Judeia entre os anos 41 e 44 depois de Cristo, governando por favor do imperador romano sobre um território que abrangia quase todo o antigo reino de seu avô. Educado em Roma e hábil na política, procurava agradar ao povo judeu observando exteriormente a Lei, mas seu zelo aparente escondia ambição e crueldade.
Nos Atos dos Apóstolos, Agripa surge como perseguidor da Igreja nascente. Para agradar aos judeus, mandou matar à espada Tiago, o irmão de João, primeiro dos Apóstolos a derramar o sangue pelo Senhor. Vendo que isso era bem recebido, prendeu também Pedro durante a festa dos Ázimos, com a intenção de executá-lo após a Páscoa. Mas a Igreja orava sem cessar, e um anjo do Senhor libertou Pedro da prisão de modo milagroso, fazendo cair as correntes e abrindo as portas, sinal de que nada pode prevalecer contra o desígnio de Deus.
O fim de Agripa é narrado como advertência severa contra a soberba humana. Em Cesareia, aclamado pela multidão como um deus enquanto discursava, ele aceitou as honras divinas e não deu glória a Deus. No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, e ele morreu corroído por vermes. Sua história ensina que os poderosos que se levantam contra Cristo e usurpam a glória que só a Deus pertence caminham para a ruína, enquanto a Palavra do Senhor crescia e se multiplicava.
