Henoc é apresentado nas genealogias do Gênesis como o sétimo patriarca a partir de Adão, filho de Jared e pai de Matusalém. Em meio à lista dos antepassados antediluvianos, sua figura se destaca por uma expressão singular e repetida: Henoc andou com Deus. Viveu trezentos e sessenta e cinco anos e, ao contrário de todos os outros patriarcas, dos quais se diz simplesmente que morreram, a Escritura afirma que Henoc desapareceu, porque Deus o levou consigo.
A Tradição judaica e cristã sempre viu nesse arrebatamento um sinal extraordinário da intimidade com Deus e da esperança da vida que vence a morte. A Carta aos Hebreus o celebra entre os modelos de fé, declarando que pela fé Henoc foi arrebatado para não ver a morte, pois antes de ser arrebatado recebeu o testemunho de que havia agradado a Deus, e sem a fé é impossível agradar-lhe. Sua caminhada com o Senhor antecipa, de modo velado, a vitória sobre a morte que se realizaria plenamente em Cristo ressuscitado, e a esperança da vida eterna prometida a todos os que andam fielmente na presença de Deus. Por isso Henoc permanece como figura luminosa da santidade e da comunhão íntima com o Criador, mesmo em meio a uma humanidade marcada pelo pecado.
