Geazi era o servo do profeta Eliseu, acompanhando-o de perto em seu ministério e presente em vários de seus milagres, como no episódio da mulher sunamita, cujo filho Eliseu ressuscitou. Sua história, porém, é marcada por uma queda grave ligada à cobiça. Quando o sírio Naamã, curado da lepra por Eliseu ao banhar-se sete vezes no Jordão, quis recompensar o profeta, este recusou firmemente qualquer presente, para que ficasse claro que a cura viera gratuitamente de Deus.
Geazi, porém, correu secretamente atrás de Naamã e, mentindo em nome de seu senhor, pediu prata e vestes, escondendo depois o que recebera. Eliseu, ao qual nada estava oculto, repreendeu-o, declarando que não era hora de acumular bens, e a lepra de Naamã se apegou a Geazi e à sua descendência para sempre. Sua figura permanece como advertência sobre a cobiça e a mentira que profanam o serviço a Deus, transformando a graça gratuita em ocasião de ganho.
