Pórcio Festo foi procurador romano da Judeia, sucedendo a Antônio Félix por volta do ano 60 d.C. Ao assumir o governo, encontrou Paulo ainda preso em Cesareia, deixado em cárcere por Félix para agradar aos judeus. Os principais sacerdotes e líderes de Jerusalém logo o pressionaram, pedindo que Paulo fosse transferido para Jerusalém, pois preparavam uma emboscada para matá-lo no caminho. Festo, contudo, manteve o julgamento em Cesareia e ali ouviu novamente as acusações dos adversários do Apóstolo (Atos 25,1-12).
Diante da insistência de Festo em querer agradar aos judeus, Paulo, valendo-se de seu direito de cidadão romano, apelou para o tribunal de César: "A César apelaste, a César irás" (Atos 25,11-12). Pouco depois, Festo apresentou o caso ao rei Agripa II, confessando que não encontrava em Paulo culpa digna de morte e que o réu falava sobretudo de questões de sua religião e de um certo Jesus, já morto, que Paulo afirmava estar vivo. Quando Paulo expôs sua defesa, Festo exclamou que tanto saber o estava levando à loucura (Atos 26,24). Embora reconhecesse a inocência do Apóstolo, foi por causa da apelação que Paulo seguiu para Roma, onde daria seu supremo testemunho. Festo aparece assim como instrumento, ainda que involuntário, da providência divina, que conduzia Paulo a anunciar o Evangelho diante do próprio imperador.