A esposa de Putifar é uma senhora egípcia, mulher do oficial da corte do faraó em cuja casa o jovem José, vendido pelos irmãos, foi servir. Vendo a beleza e a integridade do hebreu, que administrava com fidelidade tudo o que lhe era confiado, ela insistentemente procurou seduzi-lo, dia após dia. José, porém, recusou-se firmemente, declarando que não cometeria tão grande mal nem pecaria contra Deus, recusa que faz dele um modelo de castidade e de temor do Senhor.
Despeitada pela rejeição, num dia em que o agarrou pela veste e ele fugiu deixando-a em suas mãos, a mulher usou a roupa como falsa prova e acusou José de tê-la querido violentar. A calúnia levou o justo à prisão, mas foi precisamente nesse cárcere que a Providência preparou sua futura elevação ao poder. A esposa de Putifar permanece, na memória cristã, como advertência sobre o poder destrutivo da paixão desordenada e da falsidade, enquanto a recusa de José antecipa a fidelidade dos santos que preferem o sofrimento ao pecado.