Eliú, filho de Baraquel, da família de Buz, é o jovem que intervém no Livro de Jó depois que os três amigos de Jó se calam, sem terem conseguido convencê-lo. Por respeito à idade, esperara que os mais velhos falassem; mas, indignado com Jó por se justificar diante de Deus, e indignado com os três amigos por condenarem Jó sem o refutar, ele toma a palavra com o ardor da juventude e com humildade, declarando que o Espírito de Deus é que dá a inteligência, não a mera idade.
O discurso de Eliú (Jó 32-37) introduz uma perspectiva nova no debate: o sofrimento nem sempre é castigo, mas pode ter valor pedagógico e purificador, sendo um modo pelo qual Deus adverte, corrige e desperta o homem para que não se perca. Ele exalta a grandeza, a justiça e a transcendência do Criador, convidando Jó a contemplar as maravilhas da natureza como sinal do poder divino. Assim, suas palavras preparam o terreno para a teofania: logo a seguir, o Senhor responde a Jó do meio da tempestade. Eliú permanece como figura do mediador humilde que aponta para o mistério maior, sem pretender esgotá-lo.