Elimas, também chamado Barjesus, era um mago e falso profeta judeu que se encontrava na corte de Sérgio Paulo, o procônsul romano da ilha de Chipre. Quando Paulo e Barnabé chegaram a Pafos durante a primeira viagem missionária, o procônsul, homem prudente, desejou ouvir a Palavra de Deus. Elimas, porém, opôs-se aos apóstolos e procurou desviar o procônsul da fé, encarnando a resistência das forças ocultas ao avanço do Evangelho.
Diante dessa oposição, Paulo, cheio do Espírito Santo, fixou nele o olhar e o repreendeu com firmeza, chamando-o "filho do diabo, inimigo de toda justiça", e anunciou que ficaria cego por algum tempo. Imediatamente caiu sobre Elimas uma névoa e trevas, e ele teve de buscar quem o conduzisse pela mão (At 13,11). Vendo o prodígio, o procônsul Sérgio Paulo creu, admirado com a doutrina do Senhor. O episódio mostra que a luz de Cristo dissipa as trevas da feitiçaria e que a cegueira de Elimas, como outrora a de Saulo, pode ser também um chamado misericordioso à conversão.
