Eleazar foi um dos mais respeitados doutores da Lei no tempo da perseguição do rei Antíoco Epífanes, por volta do século II antes de Cristo, quando o tirano tentou forçar os judeus a abandonar a fé dos seus pais e a adotar os costumes pagãos. Já com noventa anos, de aparência venerável, Eleazar foi compelido a comer carne de porco, alimento proibido pela Lei de Moisés, e diante da sua recusa firme os que conduziam o sacrifício, movidos por antiga amizade, sugeriram-lhe que apenas fingisse comer, trazendo às escondidas carne permitida, para salvar a vida.
O ancião, porém, rejeitou tanto a transgressão quanto o ardil. Respondeu que à sua idade não convinha simular, para que os jovens não pensassem que Eleazar, aos noventa anos, tinha passado para os costumes dos estrangeiros, sendo assim por sua hipocrisia desencaminhados. Preferiu a morte gloriosa à vida indigna, entregando-se voluntariamente ao suplício. Ao expirar sob os açoites, declarou que suportava aqueles sofrimentos por temor e amor a Deus, deixando aos jovens um nobre exemplo de como morrer voluntária e generosamente pelas santas e veneráveis leis. Sua morte tornou-se memorial de virtude e modelo de fortaleza não só para os jovens, mas para toda a nação.