Eglon foi rei de Moabe no tempo dos Juízes, quando Israel, por causa de suas infidelidades, foi entregue à servidão de seus inimigos. Aliando-se aos amonitas e aos amalecitas, Eglon derrotou Israel, tomou a cidade das Palmeiras, Jericó, e impôs ao povo de Deus dezoito anos de dura opressão. A Escritura o descreve como homem muito gordo, símbolo de uma prosperidade conquistada à custa do sofrimento dos oprimidos.
Quando os israelitas clamaram ao Senhor, Deus lhes suscitou um libertador: Eúde, da tribo de Benjamim, homem canhoto. Levando o tributo ao rei e pedindo audiência reservada, Eúde aproximou-se de Eglon em seu aposento e o feriu mortalmente com uma adaga oculta. Com a morte do tirano, Israel se levantou e derrotou Moabe, e a terra teve paz por oitenta anos. A figura de Eglon recorda o destino dos opressores do povo de Deus e a fidelidade do Senhor, que ouve o clamor dos seus e levanta libertadores na hora da aflição.