quinta-feira, 6 de agosto·Tempo Comum·cor litúrgica: Verde
Vida Católica
Personagens

O Dragão

Satanás, o Acusador

Apocalipse 12,9

O acusador já está derrotado: o Cordeiro venceu, e por seu sangue vencem também os fiéis.

O Dragão é a figura com que o Apocalipse retrata Satanás em todo o seu poder hostil. São João o vê como um grande dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres e sete diademas, cuja cauda arrasta consigo a terça parte das estrelas do céu, imagem dos anjos arrastados em sua rebelião. O próprio texto sagrado o identifica sem ambiguidade: 'a antiga serpente, chamada Diabo e Satanás, que seduz todo o mundo', ligando-o assim ao tentador do Éden e a todo o mistério do mal que percorre a história.

Na visão da Mulher revestida de sol, o Dragão posta-se diante dela para devorar o filho que ela vai dar à luz, mas a criança, que há de governar todas as nações, é arrebatada para junto de Deus. Travado o combate no céu, Miguel e seus anjos vencem o Dragão, e ele é precipitado por terra, passando então a perseguir a Mulher e a sua descendência, isto é, a Igreja e os que guardam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus. Sua fúria é grande, pois sabe que lhe resta pouco tempo.

O sentido último dessa figura é profundamente esperançoso: por mais terrível que pareça, o Dragão já está derrotado. Os fiéis o venceram 'pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho', e na Parusia ele será definitivamente lançado no abismo e no lago de fogo. A vitória de Cristo na Cruz e na Ressurreição é o golpe decisivo; o Apocalipse apenas desdobra suas consequências, garantindo à Igreja perseguida que o mal não terá a última palavra e que o Cordeiro reinará para sempre.

O caminho de O

Toque num lugar à direita ou num ponto no mapa — eles se acompanham, na ordem da história.

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Etapa 1/12 · Céu (grande sinal)

Role para acompanhar o caminho de O — o mapa avança com você.

1

Céu (grande sinal)

Sinal grandioso contemplado por João no céu.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
2

Deserto (refúgio da Mulher)

Lugar simbólico onde Deus protege e alimenta a Mulher, à imagem do êxodo.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
3

Céu (guerra angélica)

Combate celeste entre Miguel e o Dragão.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
4

Deserto

Refúgio da Mulher perseguida pelo Dragão.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
5

Mar (origem da Besta)

Mar de onde sobe a Besta, símbolo dos poderes do mundo pagão.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
6

Terra (domínio da Besta)

Atuação do falso profeta sobre os habitantes da terra.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
7

Monte Sião (Jerusalém)

Colina de Jerusalém, símbolo da morada de Deus e da Igreja dos eleitos.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
8

Céu/terra (proclamação dos anjos)

Os três anjos anunciam o Evangelho, a queda de Babilônia e o juízo.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
9

Terra (colheita do Filho do Homem)

Visão da colheita e vindima escatológica sobre a terra.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
10

Lago de fogo

Destino final da Besta e do falso profeta na batalha escatológica.

A Parusia e a Vitória do Cordeiro
11

Cidade amada (assédio final)

Cerco final das nações à cidade dos santos, antes da derrota de Satanás.

A Parusia e a Vitória do Cordeiro
12

Igreja peregrina

A Igreja, espalhada pelo mundo, aguarda vigilante a vinda gloriosa de Cristo.

A Parusia e a Vitória do Cordeiro

A vida de O na linha do tempo

  1. A Mulher, o Dragão e as Bestasc. 95 d.C.
  2. A Parusia e a Vitória do CordeiroTempo futuro / escatológico

Biografias elaboradas com base na Sagrada Escritura e na Tradição católica. Imagem de domínio público (Wikimedia Commons).