Débora, esposa de Lapidot, foi profetisa e a única mulher entre os juízes de Israel, num tempo em que o povo, oprimido durante vinte anos pelo rei cananeu Jabin e por seu general Sísara, clamava ao Senhor. Mulher de grande sabedoria e autoridade espiritual, ela se assentava sob a palmeira que levava o seu nome, entre Ramá e Betel, na montanha de Efraim, e ali os israelitas subiam a ela para que julgasse suas causas e lhes transmitisse a palavra de Deus.
Inspirada pelo Senhor, Débora convocou Barac, filho de Abinoão, e lhe ordenou que reunisse dez mil homens para enfrentar o exército de Sísara. Diante da hesitação de Barac, que só aceitou ir se ela o acompanhasse, Débora marchou com ele, e o Senhor concedeu a Israel uma vitória esmagadora junto à torrente de Quison; Sísara, em fuga, foi morto por Jael. Em seguida, Débora e Barac entoaram um magnífico cântico de louvor, considerado um dos mais antigos textos da Bíblia, no qual atribuem toda a glória da vitória a Deus. Sua atuação trouxe quarenta anos de paz à terra. Débora é exemplo luminoso de liderança guiada pela fé e de mulher que, dócil ao Espírito de Deus, conduz o povo à libertação e à louvação.