Cristo Glorioso é o mesmo Jesus de Nazaré, crucificado e ressuscitado, agora exaltado à direita do Pai em toda a sua majestade divina. No Apocalipse, revelado a João na ilha de Patmos, Ele se manifesta como o Filho do Homem, vestido de uma longa túnica, com os cabelos brancos como a lã, os olhos como chamas de fogo e a voz semelhante ao rugir de muitas águas. Apresenta-se como o Primeiro e o Último, o Alfa e o Ômega, Aquele que vive e que esteve morto, mas vive para sempre, detendo em suas mãos as chaves da morte e do abismo. Diante de tal visão, o discípulo amado cai por terra como morto, e o Senhor o conforta dizendo: "Não temas".
É Ele quem dirige as cartas às sete Igrejas da Ásia, conhecendo as obras de cada comunidade, exortando, advertindo e prometendo a coroa da vida aos que vencerem. Revela-se também como o Cordeiro que foi imolado, mas está de pé, único digno de abrir o livro selado e de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a honra e a glória. Em torno dele os anjos e os santos entoam o cântico eterno de adoração, pois por seu sangue resgatou para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação.
Na Parusia, sua vinda gloriosa, Cristo aparecerá montado em cavalo branco, chamado Fiel e Verdadeiro, para julgar e combater com justiça, vencendo definitivamente o mal e selando a vitória do Cordeiro. No Juízo Final, sentado em seu trono glorioso, julgará os vivos e os mortos, cada um segundo as suas obras, e a morte e o abismo serão lançados no lago de fogo. Por fim, Ele renovará todas as coisas, estabelecendo a Nova Jerusalém, os novos céus e a nova terra, onde habitará com seu povo, enxugará toda lágrima dos olhos, e não haverá mais morte, nem luto, nem dor. Ele mesmo será o templo e a luz dessa cidade santa, cumprindo a promessa: "Eis que faço novas todas as coisas". Assim, o Cristo Glorioso é o centro, o sentido e a consumação de toda a história da salvação, e a Igreja clama incessantemente: "Vem, Senhor Jesus!"