quinta-feira, 6 de agosto·Tempo Comum·cor litúrgica: Verde
Vida Católica
Personagens
Ciro, o Grande

Ciro, o Grande

Rei da Pérsia

Isaías 45,1

Ciro mostra que mesmo os reis das nações servem, sem o saber, ao desígnio libertador do Deus de Israel.

Ciro, o Grande, é o fundador do Império Persa e uma das figuras mais surpreendentes da história da salvação, pois, sendo um rei pagão, é escolhido por Deus como instrumento de libertação do seu povo. O profeta Isaías, num oráculo admirável, anuncia que o Senhor chamaria Ciro pelo nome e o tomaria pela mão direita, designando-o como seu pastor e até seu ungido, isto é, seu messias para uma missão concreta, ainda que Ciro não conhecesse o Deus de Israel (Is 44,28; 45,1-4). Esse título de ungido, reservado a reis e sacerdotes consagrados, revela o senhorio universal de Deus, que dispõe mesmo dos impérios em favor de seu plano.

Ao conquistar a Babilônia, Ciro promulgou o célebre édito que permitiu aos judeus regressarem do exílio e reconstruírem o Templo de Jerusalém, restituindo inclusive os utensílios sagrados levados por Nabucodonosor (Esd 1,1-4). Assim se cumpriu a profecia de Jeremias sobre os setenta anos de cativeiro, e teve início o retorno narrado nos livros de Esdras e Neemias. A tradição associa ainda ao tempo de Ciro o episódio em que se desmascara a fraude dos sacerdotes do ídolo Bel, mostrando a vaidade dos falsos deuses diante do Deus vivo (Dn 14).

Ciro permanece, na memória do povo de Deus, como sinal de que toda a história, mesmo a dos reinos pagãos, está nas mãos da Providência. O rei estrangeiro que abre as portas do exílio prefigura, de longe, a libertação maior que Cristo realizaria, conduzindo a humanidade do cativeiro do pecado à liberdade dos filhos de Deus.

O caminho de Ciro,

Toque num lugar à direita ou num ponto no mapa — eles se acompanham, na ordem da história.

Carregando mapa…
Etapa 1/14 · Babilônia (palácio real)

Role para acompanhar o caminho de Ciro, — o mapa avança com você.

1

Babilônia (palácio real)

Corte de Nabucodonosor, formação dos jovens cativos

Daniel, o Profeta na Corte de Babilônia
2

Planície de Dura

Onde foi erguida a estátua de ouro e ardeu a fornalha

Daniel, o Profeta na Corte de Babilônia
3

Babilônia

Reino de Nabucodonosor, palco de sua humilhação

Daniel, o Profeta na Corte de Babilônia
4

Susã (rio Ulai)

Cidadela da Pérsia, cenário da visão junto ao rio

Daniel, o Profeta na Corte de Babilônia
5

Babilônia

Onde Daniel ora pelos setenta anos do exílio

Daniel, o Profeta na Corte de Babilônia
6

Rio Tigre (Hidequel)

Margem do Tigre, cenário da última grande visão

Daniel, o Profeta na Corte de Babilônia
7

Babilônia (jardim de Susana)

Comunidade judaica no exílio, cenário do julgamento

Daniel, o Profeta na Corte de Babilônia
8

Pasárgada (Pérsia)

Capital de Ciro, de onde parte o édito de libertação

O Retorno do Exílio: Esdras e Neemias
9

Jerusalém

Destino dos repatriados sob Zorobabel

O Retorno do Exílio: Esdras e Neemias
10

Monte do Templo

Onde se lançam os alicerces do segundo Templo

O Retorno do Exílio: Esdras e Neemias
11

Jerusalém

Pregação profética que reaviva a reconstrução

O Retorno do Exílio: Esdras e Neemias
12

Segundo Templo

Dedicado por volta de 515 a.C.

O Retorno do Exílio: Esdras e Neemias
13

Rio Aava

Canal da Babilônia onde Esdras proclama o jejum antes da viagem

O Retorno do Exílio: Esdras e Neemias
14

Jerusalém (praça do Templo)

Assembleia da reforma conduzida por Esdras

O Retorno do Exílio: Esdras e Neemias

A vida de Ciro, na linha do tempo

  1. Daniel, o Profeta na Corte de Babilôniac. 605-536 a.C.
  2. O Retorno do Exílio: Esdras e Neemiasc. 538-432 a.C.

Biografias elaboradas com base na Sagrada Escritura e na Tradição católica. Imagem de domínio público (Wikimedia Commons).