Os cento e quarenta e quatro mil aparecem no Apocalipse como o número dos servos de Deus selados na fronte, doze mil de cada uma das doze tribos de Israel. Esse número não deve ser entendido de modo aritmético, mas simbólico: o resultado de doze por doze por mil exprime plenitude e totalidade, a reunião perfeita do povo de Deus, da antiga e da nova Aliança, o Israel renovado que é a Igreja. O selo na fronte indica que pertencem inteiramente a Deus e estão protegidos no meio das tribulações e provações que se abatem sobre a terra.
Mais adiante, João os contempla de pé com o Cordeiro sobre o monte Sião, trazendo escrito o nome do Cordeiro e do Pai, cantando um cântico novo que ninguém mais podia aprender. São chamados primícias para Deus e para o Cordeiro, resgatados dentre os homens, que seguem o Cordeiro por toda parte aonde Ele vai, sem mentira em sua boca e sem mácula. São imagem luminosa dos eleitos, dos redimidos pelo sangue de Cristo, que pertencem totalmente a Ele e participam de sua vitória. Nesta visão, a Igreja contempla seu destino glorioso: a multidão dos salvos, unida ao Cordeiro pascal, cantando eternamente o louvor de Deus.