quinta-feira, 6 de agosto·Tempo Comum·cor litúrgica: Verde
Vida Católica
Personagens

A Besta do mar

Poder político idólatra

Apocalipse 13,1-4

A Besta do mar é o emblema do poder que se faz ídolo e persegue os santos, destinado a ruir diante da vitória final do Cordeiro.

A Besta que sobe do mar é uma das figuras centrais das visões do Apocalipse de São João. Dotada de sete cabeças e dez chifres, com diademas e nomes blasfemos, ela reúne em si os traços das quatro feras da profecia de Daniel e recebe do Dragão, isto é, de Satanás, o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Uma de suas cabeças aparece como ferida de morte, mas curada, suscitando a admiração e a adoração idólatra de toda a terra, que se prostra tanto diante do Dragão quanto da Besta, exclamando: 'Quem é semelhante à Besta e quem poderá lutar contra ela?' (Apocalipse 13,4).

À Besta é concedido fazer guerra aos santos e vencê-los, exercendo domínio sobre todo povo, tribo e nação durante um tempo determinado, exigindo culto e impondo sua marca. Na leitura tradicional da Igreja, ela representa o poder político que se diviniza e se ergue contra Deus, encarnado de modo concreto no Império romano perseguidor que divinizava o imperador e martirizava os cristãos. De modo mais amplo, simboliza toda potência terrena que, instrumentalizada pelo maligno, persegue os fiéis e usurpa a adoração devida somente a Deus.

O Apocalipse, porém, anuncia o seu fim certo: nas visões das sete taças e da queda da Babilônia, e sobretudo na Parusia, o Cordeiro vitorioso, o Cristo glorioso, derrota a Besta e o falso profeta, que são lançados no lago de fogo (Ap 19,20). Assim, a Besta do mar permanece como advertência sobre a sedução do poder idólatra e, ao mesmo tempo, como anúncio confiante de que toda tirania terá fim diante da vitória definitiva de Cristo, Senhor dos senhores.

O caminho de A

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Etapa 1/18 · Céu (grande sinal)

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1

Céu (grande sinal)

Sinal grandioso contemplado por João no céu.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
2

Deserto (refúgio da Mulher)

Lugar simbólico onde Deus protege e alimenta a Mulher, à imagem do êxodo.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
3

Céu (guerra angélica)

Combate celeste entre Miguel e o Dragão.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
4

Deserto

Refúgio da Mulher perseguida pelo Dragão.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
5

Mar (origem da Besta)

Mar de onde sobe a Besta, símbolo dos poderes do mundo pagão.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
6

Terra (domínio da Besta)

Atuação do falso profeta sobre os habitantes da terra.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
7

Monte Sião (Jerusalém)

Colina de Jerusalém, símbolo da morada de Deus e da Igreja dos eleitos.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
8

Céu/terra (proclamação dos anjos)

Os três anjos anunciam o Evangelho, a queda de Babilônia e o juízo.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
9

Terra (colheita do Filho do Homem)

Visão da colheita e vindima escatológica sobre a terra.

A Mulher, o Dragão e as Bestas
10

Santuário celeste

Templo do céu de onde saem os sete anjos das pragas.

As Sete Taças e a Queda da Babilônia
11

Terra (pragas das taças)

Flagelos derramados sobre o mundo idólatra, à imagem das pragas do Egito.

As Sete Taças e a Queda da Babilônia
12

Megido (Armagedom)

Colina estratégica de Israel, palco de antigas batalhas, símbolo do combate escatológico.

As Sete Taças e a Queda da Babilônia
13

Roma

Cidade das sete colinas, identificada com a 'Babilônia' do Império perseguidor.

As Sete Taças e a Queda da Babilônia
14

Céu (Aleluia celeste)

Liturgia de júbilo no céu pela queda de Babilônia e as bodas do Cordeiro.

As Sete Taças e a Queda da Babilônia
15

Céu aberto (Parusia)

Vinda gloriosa de Cristo sobre o mundo no fim dos tempos.

A Parusia e a Vitória do Cordeiro
16

Lago de fogo

Destino final da Besta e do falso profeta na batalha escatológica.

A Parusia e a Vitória do Cordeiro
17

Cidade amada (assédio final)

Cerco final das nações à cidade dos santos, antes da derrota de Satanás.

A Parusia e a Vitória do Cordeiro
18

Igreja peregrina

A Igreja, espalhada pelo mundo, aguarda vigilante a vinda gloriosa de Cristo.

A Parusia e a Vitória do Cordeiro

A vida de A na linha do tempo

  1. A Mulher, o Dragão e as Bestasc. 95 d.C.
  2. As Sete Taças e a Queda da Babilôniac. 95 d.C.
  3. A Parusia e a Vitória do CordeiroTempo futuro / escatológico

Biografias elaboradas com base na Sagrada Escritura e na Tradição católica. Imagem de domínio público (Wikimedia Commons).