A Besta da terra surge no Apocalipse como segunda besta, depois daquela que emerge do mar. Tem dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas fala como o Dragão, imagem reveladora de sua natureza enganosa: aparenta mansidão e bondade, mas serve ao poder do mal. A ela é dado operar grandes prodígios, até fazer descer fogo do céu à vista dos homens, seduzindo-os com falsos milagres.
Sua função é estar a serviço da primeira Besta, levando os habitantes da terra a adorá-la e impondo que todos recebam a sua marca, o número 666, sem a qual ninguém poderia comprar ou vender. Por isso o próprio Apocalipse a identifica mais adiante como o falso profeta, que engana com seus sinais aqueles que se submetem à idolatria do poder anticristão. A Tradição vê nela a figura de toda propaganda mentirosa e de toda falsa religião que, imitando o bem, conduz à adoração do que não é Deus; mas o seu destino, junto com a Besta e o Dragão, é a derrota definitiva diante da vitória do Cordeiro na Parusia.