Benjamim foi o filho caçula de Jacó e o único irmão de sangue de José, ambos nascidos de Raquel. Seu nascimento custou a vida da mãe, que ao morrer o chamou Benoni ('filho da minha dor'), mas Jacó lhe deu o nome de Benjamim ('filho da direita', isto é, da predileção). Após a suposta morte de José, Benjamim tornou-se o filho mais querido e protegido do pai, que temia perdê-lo como julgava ter perdido José.
Quando a fome leva os irmãos ao Egito, onde José, sem ser reconhecido, governava, é em torno de Benjamim que se desenrola o teste decisivo. José exige que o irmão mais novo seja trazido e, mais tarde, arma a situação da taça escondida na sacola de Benjamim, ameaçando retê-lo como escravo. Nesse momento, Judá oferece-se a si mesmo em lugar do irmão, demonstrando que os filhos de Jacó já não eram os mesmos que haviam vendido José: o arrependimento e o amor fraterno haviam amadurecido neles. Esse gesto leva José a revelar-se, reconciliando-se com toda a família. Benjamim, embora figura mais silenciosa, é o eixo em torno do qual gira a prova do coração dos irmãos; sua tribo dará a Israel o rei Saul e, no Novo Testamento, o apóstolo Paulo, que se gloriava de pertencer à tribo de Benjamim.
