Barrabás era um preso conhecido em Jerusalém no tempo da Paixão de Cristo, descrito pelos evangelhos como sedicioso, autor de um motim na cidade e culpado de homicídio. Segundo o costume da festa da Páscoa, o governador Pôncio Pilatos oferecia libertar um prisioneiro à escolha do povo. Buscando soltar Jesus, no qual não encontrava culpa, Pilatos o colocou diante da multidão ao lado de Barrabás, esperando que preferissem o inocente.
Mas, instigada pelos chefes dos sacerdotes, a multidão clamou pela libertação de Barrabás e pela crucificação de Jesus. Assim, o culpado foi solto e o Inocente entregue à morte. O episódio reveste-se de profundo sentido teológico: em Barrabás, cujo nome significa 'filho do pai', a Tradição contemplou a imagem de toda a humanidade pecadora, que é libertada porque Cristo, o verdadeiro Filho do Pai, toma sobre si a condenação que cabia ao réu. A troca entre os dois é figura viva da Redenção, na qual o justo morre pelos injustos para os libertar.
