Assuero, identificado pela tradição com o rei persa Xerxes I, reinava sobre um vasto império que se estendia da Índia à Etiópia, governando cento e vinte e sete províncias. Soberano poderoso e magnânimo, mas também impulsivo, repudiou a rainha Vasti e, após buscar nova esposa entre as jovens do reino, escolheu Ester, a judia que escondera sua origem por conselho de seu primo Mardoqueu.
No livro de Ester, Assuero torna-se instrumento providencial na história da salvação. Manipulado pelo perverso Amã, chegou a assinar um decreto de extermínio de todos os judeus de seu império. Mas o coração do rei, que a Escritura mostra como estando nas mãos de Deus, foi movido da indiferença e da ira para a clemência. Ao acolher a súplica corajosa de Ester, que arriscou a própria vida ao apresentar-se diante dele, Assuero reverteu a sentença de morte, mandou enforcar Amã e permitiu que o povo de Deus se defendesse e fosse salvo. Sua figura recorda que mesmo os reis pagãos e os acontecimentos da história estão sob o senhorio de Deus, que conduz tudo para a salvação dos seus, prefigurando a libertação definitiva que viria por Cristo.
