quinta-feira, 6 de agosto·Tempo Comum·cor litúrgica: Verde
Vida Católica
Personagens

Arão

Primeiro sumo sacerdote

Êxodo 28,1

Primeiro sumo sacerdote de Israel, prefigura na sua mediação imperfeita o único Sacerdote eterno, Jesus Cristo.

Arão era filho de Anrão e Joquebed, da tribo de Levi, e irmão mais velho de Moisés e de Miriã. Quando Moisés hesitou diante da missão de libertar Israel, alegando não saber falar bem, Deus designou Arão como seu porta-voz: "Ele falará por ti ao povo; ele te servirá de boca, e tu lhe servirás de Deus". Assim, os dois irmãos apresentaram-se juntos diante do faraó, e foi pela mão de Arão que se realizaram vários dos sinais que precederam as dez pragas, como o bastão transformado em serpente.

No caminho do Êxodo, Arão acompanha Moisés em todos os grandes momentos: nas pragas, na instituição da Páscoa, na travessia do Mar Vermelho e na peregrinação pelo deserto. Quando Israel combatia Amalec, Arão e Hur sustentaram os braços de Moisés erguidos em oração até a vitória. No Sinai, porém, conheceu também a fraqueza: cedendo à pressão do povo durante a ausência de Moisés, fundiu o bezerro de ouro, episódio de grave infidelidade que exigiu a intercessão de Moisés e a renovação da Aliança. Apesar dessa queda, Deus o constituiu, com seus filhos, no sacerdócio: Arão foi ungido primeiro sumo sacerdote de Israel, revestido das vestes sagradas, encarregado do serviço da Tenda do Encontro, dos sacrifícios e da intercessão pelo povo, oferecendo o incenso e entrando uma vez por ano no Santo dos Santos. O florescimento de sua vara confirmou diante de todo o Israel a escolha divina de sua casa para o sacerdócio.

A Carta aos Hebreus relê o sacerdócio aaronítico como figura e preparação do único e eterno Sacerdote, Jesus Cristo. O sacerdócio de Arão era hereditário, repetido e incapaz de tirar definitivamente os pecados; o de Cristo, "segundo a ordem de Melquisedec", é único, eterno e perfeito. Assim, em Arão a Igreja contempla a sombra do sacerdócio que se realizaria plenamente em Cristo, único mediador, e que se prolonga no sacerdócio ministerial da Nova Aliança.

O caminho de Arão

Toque num lugar à direita ou num ponto no mapa — eles se acompanham, na ordem da história.

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Etapa 1/24 · Delta do Nilo (Gósen)

Role para acompanhar o caminho de Arão — o mapa avança com você.

1

Delta do Nilo (Gósen)

Região oriental do Delta onde habitavam os hebreus escravizados no Egito.

Moisés, mediador da Antiga Aliança
2

Terra de Madiã

Região no noroeste da Arábia, a leste do golfo de Ácaba, onde Moisés viveu como pastor.

Moisés, mediador da Antiga Aliança
3

Monte Horeb (Sinai)

Tradicionalmente identificado com o Djebel Musa, na península do Sinai.

Moisés, mediador da Antiga Aliança
4

Corte do faraó (Pi-Ramessés)

Capital ramséssida no Delta oriental, palco dos confrontos entre Moisés e o faraó.

Moisés, mediador da Antiga Aliança
5

Refidim

Acampamento no deserto do Sinai onde brotou água da rocha e Israel venceu Amalec.

Moisés, mediador da Antiga Aliança
6

Monte Sinai

Monte da Aliança onde Moisés recebeu a Lei e as tábuas do Testemunho.

Moisés, mediador da Antiga Aliança
7

Monte Nebo

Cume em Moab, atual Jordânia, de onde Moisés contemplou a Terra Prometida antes de morrer.

Moisés, mediador da Antiga Aliança
8

Rio Nilo

O grande rio do Egito, divinizado como Hapi, ferido na primeira praga.

As dez pragas do Egito
9

Egito (Delta)

Casas e campos do Egito invadidos pelas rãs na segunda praga.

As dez pragas do Egito
10

Egito

Todo o território egípcio coberto de mosquitos saídos do pó da terra.

As dez pragas do Egito
11

Terra de Gósen

Região poupada das moscas, onde residiam os hebreus.

As dez pragas do Egito
12

Campos do Egito

Pastagens egípcias onde pereceu o gado na quinta praga.

As dez pragas do Egito
13

Egito

Território egípcio onde irromperam úlceras em homens e animais.

As dez pragas do Egito
14

Egito (Pi-Ramessés)

Capital e todo o Egito feridos na morte dos primogênitos, noite da libertação.

As dez pragas do Egito
15

Casas de Israel em Gósen

Lares hebreus do Delta onde se imolou o primeiro cordeiro pascal.

A Páscoa e o Cordeiro
16

Ramessés a Sucot

Primeira etapa do êxodo, de Pi-Ramessés a Sucot no Delta oriental.

A Páscoa e o Cordeiro
17

Etam, à borda do deserto

Acampamento no limite do deserto, antes de chegar ao mar.

A passagem do Mar Vermelho
18

Pi-Hahirot, junto ao mar

Acampamento de Israel encurralado entre o exército egípcio e o mar.

A passagem do Mar Vermelho
19

Travessia do Mar Vermelho (Mar dos Juncos / Yam Suf)

Braço marítimo a leste do Delta, lugar tradicional da travessia milagrosa.

A passagem do Mar Vermelho
20

Margem oriental do mar

Onde Israel, já em segurança, entoou o cântico da libertação.

A passagem do Mar Vermelho
21

Mara e Elim

Oásis no deserto de Sur, sudoeste do Sinai, com fontes e palmeiras.

O maná e a água no deserto
22

Deserto de Sin

Região entre Elim e o Sinai onde Deus deu o maná e as codornizes.

O maná e a água no deserto
23

Refidim

Acampamento junto ao Horeb onde brotou água da rocha ferida por Moisés.

O maná e a água no deserto
24

Refidim, monte da batalha

Colina sobre Refidim de onde Moisés orava com os braços erguidos.

O maná e a água no deserto

A vida de Arão na linha do tempo

  1. Moisés, mediador da Antiga Aliançac. 1280 a.C.
  2. As dez pragas do Egitoc. 1280 a.C.
  3. A Páscoa e o Cordeiroc. 1280 a.C.
  4. A passagem do Mar Vermelhoc. 1280 a.C.
  5. O maná e a água no desertoc. 1279 a.C.
  6. O Sinai e os Dez Mandamentosc. 1279 a.C.
  7. O bezerro de ouro e a renovação da Aliançac. 1279 a.C.
  8. A Tenda do Encontro e a Arca da Aliançac. 1278 a.C.
  9. Os espias e os quarenta anos no desertoc. 1278 a.C.
  10. Arão e o sacerdócio levíticoc. 1270 a.C.

Biografias elaboradas com base na Sagrada Escritura e na Tradição católica. Imagem de domínio público (Wikimedia Commons).