Os Apóstolos formam o Colégio dos Doze que o próprio Jesus escolheu, depois de uma noite de oração, para que estivessem com Ele e para serem enviados a pregar. O número doze evoca as doze tribos de Israel e indica que neles se reconstitui o novo Povo de Deus. Foram testemunhas escolhidas da vida, da pregação, dos milagres, da morte e sobretudo da Ressurreição do Senhor, condição que Pedro estabelece para a escolha de Matias em substituição a Judas: alguém que tivesse acompanhado Jesus desde o batismo de João até a Ascensão.
No dia de Pentecostes, reunidos com Maria e os demais discípulos, receberam o Espírito Santo sob a forma de línguas de fogo e saíram a proclamar com ousadia as maravilhas de Deus, dando início à missão da Igreja. Tornaram-se assim o fundamento sobre o qual o edifício é construído, tendo Cristo como pedra angular, e os depositários da Palavra e dos sacramentos. A primeira comunidade cristã é descrita como perseverando 'na doutrina dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações'. Vários deles, como Estêvão pertencente à geração seguinte de discípulos, selariam o testemunho com o martírio.
A Igreja Católica reconhece nos Apóstolos a origem da sucessão apostólica: pela imposição das mãos eles transmitiram aos bispos o múnus de ensinar, santificar e governar, de modo que a fé recebida chega íntegra até hoje. Por isso a Igreja é confessada como 'apostólica'. O colégio dos Doze, presidido por Pedro, prefigura o colégio dos bispos em união com o Sucessor de Pedro, sinal vivo de que a Igreja não se funda sobre si mesma, mas sobre o envio de Cristo, que prometeu estar com os seus até o fim dos tempos.