Antíoco IV, que se autodenominava Epifânio ("o deus manifesto"), foi rei do império selêucida no século II a.C. e um dos maiores perseguidores do povo de Deus no Antigo Testamento. Em sua política de helenização forçada, decidiu abolir a fé de Israel: profanou o Templo de Jerusalém, saqueando seus tesouros, e erigiu sobre o altar dos holocaustos a "abominação da desolação", sacrificando ali a ídolos (1Mac 1). Proibiu sob pena de morte a observância da Lei, a circuncisão e o sábado, e obrigava os judeus a comer carnes impuras e a renegar a aliança.
Sua tirania provocou tanto o martírio glorioso de fiéis — como o ancião Eleazar e os sete irmãos com sua mãe, que preferiram morrer a trair a Lei, confiando na ressurreição dos justos (2Mac 6–7) — quanto a heroica revolta dos Macabeus, liderada por Matatias e seus filhos, que reconquistaram e purificaram o Templo. Antíoco encarna a figura do perseguidor soberbo que se ergue contra Deus; a Tradição o vê como prenúncio dos poderes que ao longo da história se opõem a Cristo e à sua Igreja, mas que jamais prevalecem sobre a fidelidade dos santos.
